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O futuro do Marketing de Influência: os principais insights de Rafa Lotto, CEO da YOUPIX

futuro do marketing de influência

O futuro do marketing de influência já começou. Enquanto algumas marcas ainda discutem se vale a pena investir em creators, outras já estão redesenhando suas estratégias para colocar a influência no centro dos negócios.

Durante sua participação no Influency.me Cast, Rafa Lotto, CEO da YOUPIX e uma das maiores especialistas em Creator Economy do Brasil, compartilhou uma visão prática sobre a evolução do mercado, os desafios enfrentados pelas marcas e as transformações que devem moldar os próximos anos.

Ao longo da conversa, ficou evidente que o marketing de influência deixou de ser uma tendência para se tornar uma disciplina estratégica. Mas, afinal, o que muda daqui para frente?

Confira os principais insights!

O marketing de influência deixou de ser experimental

O futuro do marketing de influência está diretamente ligado ao amadurecimento do mercado. Se há alguns anos trabalhar com creators ainda era visto como uma aposta incerta, hoje essa estratégia ocupa um papel central nos planos de comunicação das marcas

Ou seja, o que antes era tratado como uma iniciativa complementar passou a integrar ações de branding, performance, social commerce e relacionamento com consumidores.

Durante o episódio do Influency.me Cast, Rafa Lotto relembra que acompanhou essa transformação desde o início da internet comercial no Brasil. Ela conta que, quando decidiu seguir carreira nesse mercado, muitas pessoas ainda enxergavam a internet como um ambiente sem potencial de negócios.

“Ser famoso na internet era igual ser rico no Banco Imobiliário.”

Segundo ela, a evolução tecnológica democratizou a produção de conteúdo e permitiu que qualquer pessoa pudesse construir uma audiência. No entanto, isso também aumentou a concorrência entre creators.

Como ela resume durante a conversa:

“Hoje você é uma grande empresa com um celular na mão e uma boa internet.”

Essa afirmação mostra que produzir conteúdo nunca foi tão acessível. Por outro lado, construir relevância continua sendo um desafio. Em um mercado cada vez mais competitivo, criatividade, estratégia e consistência passaram a ser diferenciais ainda mais importantes para quem deseja crescer.

O futuro do marketing de influência passa por creators mais empreendedores

Outro aprendizado importante compartilhado por Rafa Lotto é que muitos creators ainda enxergam sua atividade apenas como produção de conteúdo. Na prática, porém, eles administram uma empresa.

Segundo ela, um dos maiores problemas do mercado é que muitos influenciadores possuem enorme potencial criativo, mas deixam de crescer porque não desenvolvem habilidades de empreendedorismo.

“O skill empreendedor é um skill fundamental. Senão ele morre no meio do caminho.”

Ela explica que o creator precisa entender de negociação, organização financeira, posicionamento e planejamento de carreira. Afinal, publicar vídeos é apenas uma parte do trabalho.

Além disso, Rafa destaca que o próprio conteúdo funciona como uma vitrine para novas oportunidades.

“O conteúdo dele é o melhor comercial que ele pode ter.”

Ou seja, cada publicação deve ajudar a construir uma narrativa que faça sentido para a audiência e também permita que as marcas enxerguem possibilidades reais de parceria.

As melhores campanhas são construídas em conjunto com os creators

Outro ponto bastante enfatizado durante a conversa é a importância da cocriação. Para Rafa Lotto, muitas campanhas deixam de gerar bons resultados porque ainda seguem a lógica tradicional da publicidade, em que a marca define um roteiro fechado e espera que o creator apenas execute.

Na visão dela, esse processo elimina justamente o principal diferencial do marketing de influência: a autenticidade.

“Para funcionar, tem que ser cocriado com o creator.”

Segundo Rafa, quando o conteúdo passa por muitas aprovações e tenta reproduzir a linguagem da publicidade tradicional, ele deixa de parecer natural para a audiência.

Ela lembra, inclusive, que pesquisas conduzidas pela YOUPIX mostram que consumidores demonstram maior interesse por conteúdos que se integram naturalmente ao universo do creator, em vez de parecerem comerciais de televisão adaptados para as redes sociais.

Seguidores importam menos do que relevância

Durante muitos anos, o número de seguidores foi praticamente o principal critério para escolher um creator. No entanto, esse cenário mudou. À medida que as plataformas passaram a distribuir conteúdo com base no interesse dos usuários, métricas como alcance, visualizações e capacidade de gerar atenção ganharam muito mais relevância.

No episódio, Rafa Lotto explica que o conceito de influência evoluiu e que o tamanho da audiência já não determina, sozinho, o potencial de uma campanha.

“Seguidor… praticamente morreu.”

Segundo ela, o que realmente importa é a visibilidade que um creator consegue gerar e como esse conteúdo chega até as pessoas. Afinal, um perfil com menos seguidores pode alcançar milhões de visualizações se produzir conteúdos relevantes e alinhados ao funcionamento dos algoritmos.

Além disso, Rafa destaca que cada plataforma exige uma leitura diferente das métricas. Enquanto no YouTube, por exemplo, a taxa de engajamento pode ser naturalmente menor devido ao consumo em televisões conectadas, as visualizações continuam sendo um forte indicador de relevância.

Esse olhar mais estratégico permite que as marcas escolham creators pelo potencial real de impacto e não apenas por métricas de vaidade.

Consistência gera mais resultado do que campanhas isoladas

Um dos momentos mais marcantes do episódio acontece quando Rafa questiona uma situação bastante comum no mercado: empresas que investem em apenas uma ação com creators e, diante de resultados limitados, concluem que o marketing de influência não funciona.

Segundo ela, esse raciocínio ignora um dos princípios mais importantes da comunicação: a frequência.

“Eu prefiro fazer um pouco sempre do que muito de vez em quando.”

A executiva explica que construir marca nunca dependeu de uma única campanha. Assim como acontece na televisão, no rádio ou em qualquer outro canal de mídia, é a repetição consistente que fortalece a lembrança da marca e influencia decisões de compra ao longo do tempo.

Durante a conversa, ela cita o exemplo de empresas que mantêm estratégias contínuas de influência e conseguem resultados expressivos justamente porque entendem que relacionamento com audiência se constrói aos poucos.

E como diz Rodrigo Azevedo, CEO da Influency.me:

“Top of Mind é Top of Market”

Por isso, um dos principais aprendizados do episódio é que o investimento em creators deve ser encarado como parte de uma estratégia permanente, e não como uma ação pontual para gerar resultados imediatos.

O YouTube ganha força novamente

Embora Instagram e TikTok concentrem boa parte das conversas sobre marketing de influência, Rafa Lotto acredita que o YouTube vive um momento especialmente relevante.

Segundo ela, o crescimento do consumo de vídeos em televisões conectadas transformou a plataforma em um ambiente cada vez mais estratégico para marcas que desejam construir autoridade e gerar conteúdos de longa duração.

Durante o episódio, ela afirma:

“Para mim, a métrica do YouTube é a métrica da TV.”

Essa comparação mostra como o comportamento do consumidor mudou. Em vez de consumir vídeos apenas pelo celular, muitas pessoas passaram a assistir ao YouTube na televisão, tornando a plataforma ainda mais relevante para campanhas de awareness e construção de marca.

Além disso, Rafa lembra que conteúdos publicados no YouTube continuam gerando resultados muito tempo depois da publicação. Diferentemente de formatos mais efêmeros, vídeos evergreen permanecem sendo encontrados por novos usuários durante meses, ou até anos.

Nesse contexto, o YouTube deixa de ser apenas uma plataforma de vídeos e passa a ocupar um espaço estratégico dentro do planejamento de conteúdo das marcas.

Inteligência Artificial potencializa, mas não substitui os creators

A Inteligência Artificial também ocupa um espaço importante na conversa. No entanto, ao contrário do que muitas pessoas imaginam, Rafa Lotto não acredita que ela represente uma ameaça para os creators.

Pelo contrário.

Segundo ela, a IA deve ser encarada como uma ferramenta capaz de ampliar a criatividade e otimizar processos.

“Ela é um copiloto para o creator, que multiplica as possibilidades.”

Ao mesmo tempo, Rafa ressalta que criatividade, repertório, sensibilidade e storytelling continuam sendo características humanas difíceis de substituir.

Ela também comenta que, em um cenário onde praticamente qualquer pessoa pode utilizar IA para criar imagens, vídeos ou textos, o diferencial continuará sendo a capacidade de construir narrativas que gerem identificação com a audiência.

Como resume durante o episódio:

“Numa era em que tudo pode ser IA, o creator é o que tem de mais humano.”

Esse talvez seja um dos insights mais importantes sobre o futuro do marketing de influência: a tecnologia continuará evoluindo, mas as conexões humanas permanecerão no centro das estratégias.

O futuro do marketing de influência será construído por quem entende pessoas

Ao longo de toda a conversa, Rafa Lotto reforça uma ideia central: plataformas, algoritmos e formatos continuarão mudando. O que permanecerá será a necessidade de criar conexões reais entre marcas e pessoas.

Para ela, influência não acontece porque alguém possui milhões de seguidores, mas porque consegue construir confiança ao longo do tempo.

Essa visão aparece em uma das frases mais marcantes do episódio:

“A influência é uma consequência.”

Ou seja, ninguém se torna influente simplesmente por produzir conteúdo. A influência surge quando existe credibilidade, consistência, relevância e capacidade de gerar impacto na vida das pessoas.

Por isso, as marcas que desejam acompanhar o futuro do marketing de influência precisarão ir além das métricas superficiais. Será necessário construir relacionamentos duradouros com creators, investir em conteúdo de qualidade e compreender que comunidades são muito mais valiosas do que audiências momentâneas.

Mais do que acompanhar tendências, o desafio será desenvolver estratégias capazes de gerar confiança, e essa continuará sendo a principal moeda da Creator Economy.

Assista ao episódio completo do Influency.me Cast

Os insights apresentados neste artigo são apenas uma parte da conversa com Rafa Lotto.

Se você quer aprofundar esses aprendizados e conferir todos as reflexões e debates do episódio, assista à entrevista completa no canal da Influency.me no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=ioUMaW8_atA&t=11s

Conclusão

O episódio com Rafa Lotto mostra que o futuro do marketing de influência vai muito além de novas plataformas ou tecnologias. O mercado caminha para uma atuação cada vez mais estratégica, em que creators assumem um papel empreendedor e as marcas investem em relacionamentos autênticos, consistência e conteúdo relevante.

Como resume a CEO da YOUPIX, “a influência é uma consequência”. Ela nasce da confiança, da credibilidade e da capacidade de criar conexões genuínas com as pessoas. 

Nesse cenário, as marcas que entenderem essa transformação estarão mais preparadas para construir relevância e gerar resultados duradouros.

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