Social commerce: o que é e como funciona

Social commerce está transformando a forma como consumidores descobrem, avaliam e compram produtos nas redes sociais. Hoje, plataformas como Instagram, TikTok, Pinterest e Facebook deixaram de ser apenas canais de entretenimento e relacionamento para se tornarem importantes espaços de descoberta, consideração e conversão.
Nesse contexto, o social commerce ganhou força como uma das principais estratégias para marcas que desejam vender mais e oferecer uma jornada de compra mais simples, rápida e integrada.
Afinal, se o consumidor já passa horas navegando pelas redes sociais, por que obrigá-lo a sair da plataforma para concluir uma compra?
É justamente essa mudança de comportamento que tem impulsionado o crescimento do social commerce em todo o mundo, aproximando conteúdo, influência e vendas em uma única experiência.
Ao longo deste artigo, você vai entender:
- O que é social commerce
- Como funciona o social commerce
- Qual a diferença entre social commerce e e-commerce
- Quais são os benefícios do social commerce
- Quais redes sociais investem em social commerce
- O papel dos creators no social commerce
- Como criar uma estratégia de social commerce
- O futuro do social commerce
- Como a Influency.me ajuda marcas a potencializar o social commerce
O que é social commerce?
Social commerce é a prática de vender produtos ou serviços diretamente por meio das redes sociais. Diferentemente do comércio eletrônico tradicional, a experiência de compra acontece dentro ou é iniciada na própria plataforma social, reduzindo etapas entre a descoberta e a conversão. Como resultado, a jornada do consumidor se torna mais prática e conveniente.
Na prática, isso significa que um usuário pode:
- descobrir um produto em um vídeo;
- clicar na publicação;
- visualizar informações;
- tirar dúvidas;
- finalizar a compra ou iniciar esse processo com poucos cliques.
Dessa forma, todo o processo acontece com muito menos atrito, sem que o consumidor precise realizar uma busca ou navegar por diversos sites até encontrar o produto desejado.
Mais do que vender pelas redes sociais, o social commerce busca integrar conteúdo, relacionamento e compra em uma única experiência. Em outras palavras, ele transforma a interação com a marca em uma jornada natural, na qual o entretenimento e a descoberta caminham lado a lado com a decisão de compra.
O crescimento dessa estratégia acompanha a mudança no comportamento do consumidor. Segundo o DHL E-Commerce Trends Report 2025, 70% dos consumidores já realizam compras pelas redes sociais, enquanto 71% acreditam que essas plataformas poderão se tornar seu principal canal de compras até 2030. O dado evidencia que o social commerce deixou de ser uma tendência para se consolidar como um importante canal de vendas.
Como funciona o social commerce?
Social commerce funciona de maneiras diferentes conforme a plataforma utilizada. No entanto, a lógica por trás dessa estratégia permanece praticamente a mesma: transformar a descoberta de um produto em uma oportunidade de compra imediata, sem interromper a experiência do usuário.
De modo geral, a jornada costuma seguir este fluxo:
- O consumidor encontra um conteúdo.
- Em seguida, esse conteúdo desperta seu interesse.
- Depois, o produto é apresentado de forma contextual e natural.
- Então, o usuário acessa as informações necessárias.
- Por fim, a compra acontece imediatamente ou com poucos passos.
Dessa forma, o grande diferencial do social commerce está justamente na redução do atrito durante o processo de decisão.
Enquanto no e-commerce tradicional o consumidor normalmente precisa acessar um site, pesquisar o produto, navegar por diferentes páginas e concluir diversas etapas até finalizar a compra, no social commerce boa parte desse caminho acontece de forma orgânica durante o consumo de conteúdo. Como resultado, a experiência se torna mais intuitiva e eficiente, aumentando as chances de conversão.
Qual a diferença entre social commerce e e-commerce?
Embora estejam relacionados, social commerce e e-commerce não são a mesma coisa.

Na prática, o social commerce funciona como uma evolução do e-commerce, aproveitando o tempo que os consumidores já dedicam às redes sociais.
Quais são os benefícios do social commerce?
O crescimento dessa estratégia não acontece por acaso.
Entre as principais vantagens estão:
- Redução da jornada de compra: Quanto menos etapas existem entre o interesse e a compra, maiores tendem a ser as taxas de conversão. O social commerce reduz cliques desnecessários e facilita a tomada de decisão.
- Maior confiança: As pessoas confiam muito mais em recomendações feitas por outros consumidores ou creators do que em anúncios tradicionais.
- Compras por impulso: Conteúdos envolventes despertam desejo imediato.
- Mais engajamento: Os consumidores podem comentar, compartilhar experiências, salvar conteúdos e interagir com a marca antes mesmo da compra, o que fortalece o relacionamento.
- Melhor experiência do usuário: Toda a jornada se torna mais intuitiva e alinhada ao comportamento digital atual.
Quais redes sociais investem em social commerce?
Social commerce está presente em diversas redes sociais, que vêm investindo continuamente em recursos para aproximar conteúdo e vendas. Atualmente, plataformas como Instagram, TikTok, Pinterest e Facebook oferecem funcionalidades específicas que facilitam a descoberta de produtos e tornam a jornada de compra mais simples e integrada.
TikTok
Por sua vez, o TikTok revolucionou o comportamento de compra por meio de vídeos curtos e altamente impulsionados pelo algoritmo. Como consequência, muitos produtos viralizam em poucos dias após serem apresentados por creators, transformando tendências em verdadeiros sucessos de vendas.
Além disso, a plataforma tem ampliado sua aposta no social commerce com o TikTok Shop, recurso que permite que marcas e criadores vendam produtos diretamente dentro do aplicativo. Dessa forma, os usuários podem descobrir um item em um vídeo ou durante uma live, acessar as informações do produto e concluir a compra sem precisar sair da plataforma.
Esse comportamento já pode ser observado na prática. Segundo uma pesquisa do TikTok realizada com 17 mil usuários, 57,8% dos consumidores compram no TikTok Shop depois de descobrirem um produto na própria plataforma, evidenciando como o conteúdo tem influenciado cada vez mais as decisões de compra.
Outro dado interessante da mesma pesquisa, diz que um ano após seu lançamento no Brasil, o TikTok Shop registrou crescimento de 102 vezes no GMV (Volume Bruto de Mercadorias) médio diário, enquanto o número de criadores afiliados ativos aumentou 46 vezes
Nesse cenário, o TikTok se consolida como uma das principais plataformas para estratégias de social commerce, combinando entretenimento, influência e uma experiência de compra cada vez mais integrada.
O Instagram continua sendo uma das principais referências em social commerce. Isso porque a plataforma reúne recursos que permitem apresentar produtos de forma natural durante a navegação dos usuários.
Entre seus principais recursos estão:
- marcação de produtos;
- catálogos;
- vídeos curtos;
- stories;
- transmissões ao vivo;
- conteúdo gerado por creators.
Além disso, como os usuários já consomem conteúdos visuais diariamente, a descoberta de produtos acontece de maneira espontânea, tornando a experiência de compra muito mais fluida.
Já o Pinterest possui uma proposta diferente das demais redes sociais. Isso porque seus usuários acessam a plataforma principalmente em busca de inspiração para futuras compras, projetos e decisões.
Nesse sentido, produtos relacionados à decoração, moda, beleza e organização costumam ter alto potencial de descoberta. Consequentemente, a plataforma se torna um ambiente estratégico para marcas que desejam influenciar consumidores ainda nas primeiras etapas da jornada de compra.
Por fim, embora tenha perdido espaço entre o público mais jovem, o Facebook continua oferecendo recursos relevantes para empresas. Especialmente em segmentos locais e comunidades, a plataforma ainda possibilita divulgar produtos, fortalecer o relacionamento com os consumidores e gerar vendas por meio de grupos, páginas e ferramentas comerciais.
O papel dos creators no social commerce
Social commerce e marketing de influência caminham lado a lado. Por isso, é praticamente impossível falar sobre essa estratégia sem destacar a importância dos creators na jornada de compra dos consumidores.
Na prática, os creators atuam como uma ponte entre marcas e consumidores. Ao apresentar produtos de maneira autêntica e contextualizada, eles reduzem barreiras de confiança, despertam interesse e ajudam o público a visualizar como determinada solução pode fazer parte do seu dia a dia.
Como resultado, esse processo gera diversos benefícios para as marcas, como:
- mais credibilidade;
- maior intenção de compra;
- aumento da taxa de conversão;
- fortalecimento da marca.
Não por acaso, muitas campanhas de social commerce começam com conteúdos produzidos por influenciadores. Além de ampliar o alcance das marcas, esses conteúdos tornam a experiência de compra mais natural, aumentando as chances de conversão e fortalecendo o relacionamento com a audiência.
Como criar uma estratégia de social commerce?
Para obter bons resultados com o social commerce, não basta apenas divulgar produtos nas redes sociais. Na verdade, é preciso desenvolver uma estratégia alinhada ao comportamento do público e às características de cada plataforma. Para isso, algumas boas práticas podem fazer toda a diferença.
1. Conheça seu público
Antes de tudo, entenda onde sua audiência está presente, quais formatos de conteúdo ela mais consome e como costuma tomar decisões de compra. A partir dessas informações, será mais fácil criar campanhas relevantes e escolher os canais mais adequados.
2. Produza conteúdo antes de vender
No social commerce, vender é consequência de um bom relacionamento com a audiência. Por isso, os conteúdos devem informar, inspirar, entreter ou resolver problemas antes de apresentar uma oferta.
Dessa forma, a marca gera valor e conquista a confiança do consumidor ao longo da jornada.
3. Invista em creators alinhados à marca
Além disso, escolher os creators certos faz toda a diferença. Afinal, nem sempre o influenciador com o maior número de seguidores é o que gera os melhores resultados. O ideal, portanto, é buscar creators que tenham conexão genuína com o público, credibilidade no nicho e afinidade com os valores da marca.
4. Utilize conteúdo gerado por usuários
Da mesma forma, vale a pena incentivar a produção de conteúdo gerado pelos próprios consumidores. Avaliações, vídeos espontâneos e depoimentos funcionam como prova social e aumentam a confiança de quem ainda está considerando a compra. Consequentemente, a decisão tende a acontecer com mais segurança.
Esse foi exatamente o caso do perfume do cebolinha, da Jequiti.
5. Facilite a compra
Outro ponto essencial é simplificar a jornada de compra. Quanto menos etapas existirem entre o interesse e a conversão, melhor será a experiência do consumidor. Assim, recursos como marcação de produtos, links diretos e lojas integradas às redes sociais ajudam a reduzir atritos e aumentar as conversões.
6. Acompanhe indicadores
Por fim, acompanhar os resultados é fundamental para entender o desempenho da estratégia e identificar oportunidades de otimização. Entre as principais métricas, destacam-se:
- alcance;
- engajamento;
- CTR (taxa de cliques);
- conversão;
- ticket médio;
- ROI (Retorno sobre Investimento);
- vendas atribuídas aos creators.
Com base nesses indicadores, é possível ajustar campanhas, identificar os creators com melhor desempenho e tomar decisões cada vez mais estratégicas para potencializar os resultados do social commerce.
O futuro do social commerce
Social commerce deve continuar crescendo nos próximos anos, impulsionado pela evolução das redes sociais e pelas mudanças no comportamento dos consumidores. Além disso, a combinação entre inteligência artificial, personalização, vídeos curtos, transmissões ao vivo e marketing de influência deve tornar a experiência de compra ainda mais integrada.
Ao mesmo tempo, os consumidores estão cada vez mais habituados a descobrir produtos por meio de creators e conteúdos publicados nas redes sociais. Como consequência, as marcas precisarão investir em estratégias que unam conteúdo, relacionamento e conversão.
Nesse cenário, empresas que adotarem o social commerce de forma estratégica terão uma vantagem competitiva e estarão mais preparadas para acompanhar a evolução do consumo digital.
Como a Influency.me ajuda marcas a potencializar o social commerce?
Uma estratégia de social commerce vai muito além de publicar produtos nas redes sociais. Para gerar resultados consistentes, é preciso escolher os creators certos, desenvolver campanhas alinhadas ao comportamento da audiência, acompanhar métricas e otimizar as ações.
A Influency.me é uma agência de marketing de influência que atua em todas essas etapas, conectando marcas aos influenciadores mais adequados para cada objetivo de negócio. Com serviço, tecnologia, inteligência de dados e expertise em marketing de influência, é possível criar campanhas que aproximam consumidores das marcas e transformam conteúdo em vendas.

Conclusão
o social commerce já faz parte da forma como os consumidores descobrem, avaliam e compram produtos. Mais do que uma tendência, essa estratégia aproxima marcas e consumidores ao integrar conteúdo, relacionamento e compra em uma única experiência.
Por isso, investir em conteúdo relevante, creators alinhados à marca e uma jornada de compra simplificada pode gerar mais engajamento, fortalecer a confiança do público e aumentar as conversões. À medida que as redes sociais evoluem, as empresas que incorporarem o social commerce às suas estratégias estarão mais preparadas para se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.