Como transformar um conteúdo viral em vendas: os insights de Guilherme Amaral, gerente de Comunicação da Jequiti

Criar um conteúdo viral é o sonho de muitas marcas. Mas transformar esse alcance em reconhecimento, consideração e vendas é um desafio completamente diferente.
No episódio cinco do Influency.me Cast, Guilherme Amaral, gerente de Comunicação e Marca da Jequiti, compartilhou como a empresa utiliza o marketing de influência para fortalecer a marca, construir relacionamento com consumidores e aproveitar oportunidades que surgem de forma espontânea nas redes sociais.
Ao longo da conversa, ele revelou bastidores do case do perfume do Cebolinha, um dos maiores sucessos recentes da marca, e dividiu aprendizados sobre autenticidade, creators, social commerce, influência digital e o futuro do marketing.
Confira os principais insights.
Um conteúdo viral pode ser o começo de uma grande estratégia
Muito se fala sobre como criar um conteúdo viral. No entanto, o maior aprendizado da Jequiti foi entender que a viralização, sozinha, não garante resultados.
O case do perfume do Cebolinha começou quando um criador de conteúdo publicou, espontaneamente, um vídeo elogiando a fragrância comprada. Sem qualquer parceria com a marca, o conteúdo despertou curiosidade, acumulou milhões de visualizações e fez as vendas dispararem.
Diante desse cenário, Guilherme Amaral explicou que a equipe percebeu rapidamente um aumento incomum nas vendas e decidiu investigar a origem daquele movimento. Assim que identificou o vídeo, a Jequiti tomou uma decisão estratégica: em vez de criar uma nova campanha, resolveu potencializar o conteúdo que já estava funcionando organicamente.
Na prática, esse episódio mostra que um conteúdo viral pode ser muito mais do que um momento de repercussão. Quando há agilidade e planejamento, ele se transforma em uma oportunidade real de negócio.
Autenticidade continua sendo o principal ativo do marketing de influência
Um dos fatores que explicam o sucesso do vídeo foi justamente sua autenticidade.
Isso porque o criador não havia recebido o produto, não foi contratado pela marca e deixou claro que estava compartilhando sua opinião como consumidor. Como resultado, esse contexto aumentou a credibilidade do conteúdo e despertou ainda mais interesse do público.
Para Guilherme, esse tipo de comunicação gera uma conexão que dificilmente seria reproduzida em uma publicidade tradicional.
Como ele resume durante o episódio:
“A gente busca espontaneidade.”
Por isso, mais do que escolher grandes nomes, a Jequiti procura creators que conversem naturalmente com sua comunidade e transmitam entretenimento, sinceridade e proximidade.
Além disso, esse posicionamento reforça uma tendência importante do marketing de influência: as pessoas confiam mais em recomendações que parecem genuínas do que em mensagens excessivamente roteirizadas.
Grandes influenciadores geram alcance. Micro creators fortalecem a conversa.
Outro ponto interessante discutido no episódio é que não existe um único tipo de influenciador ideal.
Segundo Guilherme, cada creator exerce uma função diferente dentro da estratégia da Jequiti.
Enquanto grandes nomes ajudam a ampliar o alcance e gerar buzz para campanhas, micro e nano influenciadores contribuem para manter a conversa ativa, fortalecer comunidades e aumentar a proximidade com os consumidores.
Inclusive, ele explica que, nos últimos anos, a empresa passou a trabalhar cada vez mais com creators menores, justamente porque eles costumam entregar conteúdos mais próximos da realidade do público e excelentes resultados de conversão.
Dessa forma, a combinação entre diferentes perfis amplia o impacto das campanhas e permite que a mensagem alcance públicos diversos.
Número de seguidores não pode ser o único critério

Escolher influenciadores apenas pela quantidade de seguidores é um erro que muitas marcas ainda cometem.
Nesse sentido, Guilherme explicou que a Jequiti avalia diferentes fatores antes de definir um creator para uma campanha.
Entre eles estão:
- autenticidade;
- qualidade do conteúdo;
- aderência ao briefing;
- capacidade de gerar conversa;
- alcance;
- engajamento.
Além disso, segundo ele, os dados são fundamentais para orientar as decisões e evitar escolhas baseadas apenas em preferências pessoais.
Consequentemente, esse cuidado garante campanhas mais eficientes e alinhadas aos objetivos de cada lançamento.
Contratar um creator é investir em mídia e criatividade ao mesmo tempo
Um insight que merece destaque é a forma como Guilherme enxerga o papel dos influenciadores.
Na visão dele, uma marca não está comprando apenas espaço para divulgação.
Ela também está adquirindo criatividade.
Como afirma no episódio:
“Você não está contratando só uma mídia, você está contratando o conteúdo.”
Em outras palavras, creators não devem ser vistos apenas como canais de distribuição, mas como parceiros capazes de produzir narrativas mais relevantes, naturais e alinhadas à linguagem das plataformas.
Marcas precisam pensar como creators
Além de acompanhar tendências, as empresas precisam desenvolver uma mentalidade mais ágil.
Para ilustrar esse ponto, ao comentar sobre o sucesso do perfume do Cebolinha, Guilherme destacou que o timing foi decisivo.
A equipe percebeu rapidamente o movimento nas redes sociais, entrou em contato com o criador do vídeo, impulsionou o conteúdo e distribuiu novas unidades do produto para outros creators, ampliando ainda mais a repercussão.
Segundo ele:
“As marcas precisam ter pensamento de criadores.”
Ou seja, isso significa testar ideias, acompanhar trends, experimentar formatos diferentes e agir rapidamente quando surgem oportunidades.
Afinal, nem toda iniciativa dará certo, mas deixar de testar significa perder espaço para concorrentes mais rápidos.

O marketing de influência vai além das redes sociais
Outro aprendizado importante do episódio é que o marketing de influência não precisa ficar restrito ao Instagram ou ao TikTok.
Pelo contrário, a Jequiti integra creators, televisão, live commerce e e-commerce em uma mesma estratégia.
Um exemplo é o Live Show Jequiti, projeto que une transmissão ao vivo, entretenimento, influenciadores, artistas e vendas em tempo real.
Com isso, a empresa demonstra que a creator economy está cada vez mais conectada a diferentes canais e formatos de consumo.
Mais do que escolher uma plataforma, o desafio é criar experiências consistentes em todo o ecossistema da marca.
O futuro do marketing de influência passa por experiência, tecnologia e autenticidade
Ao falar sobre tendências, Guilherme destacou temas que devem ganhar ainda mais força nos próximos anos.
Entre eles estão:
- inteligência artificial aplicada ao marketing;
- experiências presenciais entre marcas e consumidores;
- creators focados em conversão;
- integração entre canais online e offline;
- social commerce;
- maior velocidade na criação de campanhas.
Ao mesmo tempo, ele acredita que um princípio continuará sendo indispensável: autenticidade.
Independentemente da tecnologia utilizada, pessoas continuam se conectando com pessoas.
Assista ao episódio completo do Influency.me Cast
Os insights apresentados neste artigo são apenas uma parte da conversa com Guilherme Amaral
Se você quer aprofundar esses aprendizados e conferir todos as reflexões e debates do episódio, assista à entrevista completa no canal da Influency.me no YouTube: https://www.youtube.com/watch?v=O9TxiQIqO1g&t=12s
Conclusão
O case da Jequiti mostra que um conteúdo viral não nasce apenas de grandes investimentos, mas da combinação entre autenticidade, agilidade e estratégia.
Mais do que isso, ao transformar um vídeo espontâneo sobre o perfume do Cebolinha em uma oportunidade de negócio, a marca demonstrou que ouvir a comunidade, confiar nos creators e agir rapidamente pode gerar resultados muito além do alcance.
Em resumo, como reforça Guilherme Amaral ao longo do episódio, o sucesso no marketing de influência depende de construir relações genuínas, testar novas ideias e entender que creators são muito mais do que veículos de mídia: são parceiros estratégicos para aproximar marcas das pessoas.
