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Blog/ Exemplos

Creator economy e Copa do Mundo caminham juntas em 2026

Julia Flores

28 de abril de 2026

Como a creator economy está transformando a Copa do Mundo em um território de conteúdo, conversa e oportunidade para marcas. 

copa do mundo 2026
creator economy

A cada quatro anos a Copa do Mundo reorganiza a atenção global, é um dos poucos momentos em que culturas, gerações e rotinas diferentes se alinham em torno de um mesmo tema.

E no Brasil, isso ganha uma camada extra de intensidade, não é só futebol, se torna ritual, conversa e identidade coletiva.

Mas se o sentimento continua o mesmo, a forma de viver a Copa mudou e muito!

Os dados mais recentes já deixam claro o cenário: o engajamento digital na última Copa do Mundo cresceu 621% em relação a 2018, impulsionado principalmente por lives e conteúdos espontâneos. (levantamento da LOI Global)

Ao mesmo tempo, 74% dos fãs acompanham os jogos enquanto usam redes sociais.

Creator economy será o novo campo de jogo

Os novos perfis de audiência da Copa

Pensar além dos 90 minutos

Estruturar um funil com creators

Apostar em conteúdo nativo

Operar em lógica omnichannel

Conclusão

Isso muda completamente a lógica de consumo!

A Copa do Mundo deixa de ser um evento linear e passa a ser uma experiência distribuída:

  • o jogo acontece na TV ou no streaming
  • a conversa acontece no celular
  • o significado acontece nas redes

É o fenômeno da second screen, onde a atenção não está mais concentrada, mas dividida e muitas vezes, direcionada muito mais pelos creators do que pela transmissão oficial.

Como resumido em um dos materiais da YOUPIX, (A transmissão virou conversa).

Creator economy será o novo campo de jogo

A ascensão da creator economy redefine quem constrói narrativa durante a Copa.

O case da CazéTV é emblemático: bilhões de visualizações e um modelo que transforma transmissão em entretenimento, com linguagem próxima, espontânea e orientada à comunidade.

Outro exemplo relevante foi a estratégia da CBF, que levou creators para o Catar e gerou milhões de novos inscritos, um sinal claro de que o alcance institucional cresce quando mediado por vozes humanas.

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influenciadores
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cocielo
tata estaniecki

Esse movimento se intensifica em 2026.

Segundo a Máquina do Esporte, o planejamento da Globo com a Play9 envolve mais de 2.000 influenciadores no período da copa, divididos estrategicamente entre:

  • Topo de funil: grandes nomes para alcance massivo
  • Fundo de funil: micro e nano creators para engajamento e conversão

Na prática, isso representa a consolidação de um modelo já conhecido no marketing de influência: escala com relevância contextual.

Existe uma mudança estrutural que está acontecendo, na publicidade tradicional, você paga para interromper mas na influência, você paga para participar.

Durante a Copa do Mundo, essa diferença vai se amplificar

O público não está esperando anúncios batidos, está vivendo o evento em tempo real, reagindo, comentando, criando memes, compartilhando emoções.

Isso cria um novo tipo de oportunidade para as marca que não é sobre aparecer e sim fazer parte da conversa de uma forma natural.

E os números comprovam isso: campanhas com creators aumentam a intenção de compra em até 9 pontos.

Os novos perfis de audiência da Copa

Outro ponto estratégico está na segmentação de conteúdo.

De acordo com a LOI Global, existem quatro arquétipos principais de torcedores que devem orientar as estratégias:

  • Ultra fanático: que vive o jogo intensamente, consome análises e conteúdo técnico
  • Nostálgico: valoriza tradição, memória e símbolos da Seleção Brasileira
  • Oportunista/eclético: engaja com hype, memes e tendências
  • Agregador: enxerga a Copa como um evento social

Essa leitura é essencial porque reforça um ponto: não existe uma única persona da Copa do Mundo, existem várias conversas acontecendo simultaneamente.

E cada creator ocupa um papel diferente dentro dessas narrativas.

Por isso concentrar a estratégia em um único perfil, tende a limitar o alcance real das campanhas. 

A Copa ativa diferentes camadas de interesse, do conteúdo leve e viral ao olhar nostálgico, das análises mais profundas aos rituais sociais como assistir aos jogos em família. 

Para capturar essa complexidade, é necessário trabalhar com creators diversos, que representem esses diferentes comportamentos e contextos. 

É com essa combinação que a marca consegue ampliar relevância e se conectar de forma mais completa com a audiência. 

Como as marcas devem atuar na Copa de 2026

Pensar além dos 90 minutos

A Copa já não se limita ao tempo de jogo e talvez esse seja o primeiro erro estratégico das marcas. 

O que movimenta audiência hoje é tudo o que acontece antes e depois da partida, a convocação vira debate, a expectativa vira conteúdo, a rotina do torcedor vira história. 

Durante os jogos, cada lance trás interpretações, reações e conversas que prolongam aquele momento. 

Para as marcas, isso significa sair da lógica de campanha pontual e entender a Copa do Mundo como uma construção contínua de presença, acompanhando o ritmo da audiência.

@flabandoni

reagindo ao meu próprio video da convocação 🇧🇷 . . #selecaobrasileira #convocação #futebol #futebolbrasileiro #cbf

♬ Bora Artilheiro – Os Barões da Pisadinha & Premiere

Estruturar um funil com creators

Grandes nomes ajudam a colocar a campanha em circulação, mas são os micro e nano creators que sustentam a profundidade da conversa, conectando a marca com diferentes comunidades e contextos de consumo. 

Quando essa estrutura é bem desenhada, o conteúdo deixa de ser genérico e passa a refletir várias formas de viver a Copa do torcedor que acompanha tudo em tempo real até aquele que se conecta mais com o momento social, com a família ou com o entretenimento ao redor do jogo. 

Apostar em conteúdo nativo

Durante a Copa do Mundo, o público não muda o comportamento para consumir publicidade ele aprofunda o comportamento que já tem. 

Isso significa que conteúdos que nascem com linguagem de rede performam muito mais do que briefings adaptados. 

A conversa mistura futebol com cultura, humor, estética, rotina e identidade, é nesse cruzamento que surgem os conteúdos que realmente viralizam.

 Quando a marca entra nesse fluxo com creators que já dominam essa linguagem, ela deixa de interromper e passa a fazer parte do que já está acontecendo. 

@diasdecopa

A maior e melhor competição do mundo está chegando… faltam apenas 3 meses até que a nossa vida passe a girar em torno da Copa do Mundo da FIFA 2026 #copadomundo2026 #fifa2026 #worldcup2026 #fifaworldcup #copa2026

♬ Waka Waka (This Time for Africa) [The Official 2010 FIFA World Cup (TM) Song] (feat. Freshlyground) (Single) – Shakira

Operar em lógica omnichannel

A experiência da Copa do Mundo acontece de forma fragmentada, e isso exige uma presença igualmente distribuída. 

O jogo pode estar em uma tela, mas a atenção está em várias. A conversa acontece em tempo real, atravessa plataformas e muitas vezes ganha mais força fora da transmissão oficial. 

Nesse cenário, creators funcionam como pontos de conexão, levando a narrativa da marca para diferentes ambientes e momentos do dia a dia.

É justamente aí que surge uma das maiores oportunidades: criar experiências externas que se conectam diretamente com o jogo que está acontecendo dentro de campo.

Marcas como Guaraná Antarctica, McDonald’s e iFood já começaram a explorar esse território ao transformar o momento do jogo em gatilho para ativações em tempo real, seja com campanhas que reagem a lances, ofertas ou experiências que ampliam a forma de assistir à partida. (Meio e Mensagem)

Não se trata mais apenas de comunicar durante a Copa, mas de criar pontos de contato que façam a marca participar ativamente daquele momento, integrando consumo, entretenimento e conversa em uma mesma experiência. 

Conclusão

Talvez o principal alerta seja este, patrocinar não garante relevância e transmitir não garante atenção.

A disputa não está mais no acesso ao evento, mas na capacidade de traduzir o que ele significa para diferentes tipos de comunidades e pessoas.

Quem tentar só replicar “fórmulas antigas” tende a ser ignorado ou esquecido.

A Copa do Mundo de 2026 será menos sobre quem levanta a taça e mais sobre quem consegue construir significado ao redor dela.

É um momento raro em que:

  • a atenção coletiva está concentrada
  • a produção de conteúdo está descentralizada
  • e a influência está nas mãos dos creators

Para as marcas, isso representa uma oportunidade direta de escala, conexão e conversão, desde que a estratégia esteja alinhada com a dinâmica da creator economy.

Se a ideia é transformar esse momento em resultado real, não basta apenas ativar influenciadores, é preciso estruturar, mensurar e escalar.

Se quiser construir campanhas relevantes durante a Copa e operar com inteligência em toda essa jornada, conte com a Influency.me para planejar, executar e potencializar suas ativações com creators em todas as etapas.

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