Se ser influenciador é uma profissão, por que tantos criadores estão buscando faculdade e estágio?

Durante anos, a internet vendeu uma promessa: quem conseguisse construir audiência poderia transformar seguidores em carreira.
Para muitos criadores, isso realmente aconteceu. Muitas publicidades, lançamentos de produtos, eventos e contratos com marcas transformaram o marketing de influência em um dos mercados mais relevantes da economia digital.
O crescimento do marketing de influência e dos influenciadores digitais
Experiências e influenciadores no mundo corporativo
A nova mentalidade dos criadores
● Pressão da exposição constante
O que as empresas ganham com criadores dentro do time?
Mas um movimento “curioso” começa a aparecer entre os criadores: influenciadores no mundo corporativo, estão mais presentes do que nunca, cresceram nas redes sociais e agora estão buscando faculdade, estágio e experiência corporativa sem necessariamente abandonar a internet.
Essa mudança não significa que o mercado de influência esteja enfraquecendo, pelo contrário, o mercado continua crescendo de forma acelerada e atraindo investimentos cada vez maiores das marcas.
O que está mudando é a forma como alguns criadores enxergam a própria carreira.
O crescimento do marketing de influência e dos influenciadores digitais
O marketing de influência deixou de ser uma aposta “experimental” para se tornar um dos principais canais de comunicação entre marcas e consumidores.
Estudos da Carta Capital recentes apontam que o setor movimentou mais de US$ 32 bilhões em 2025, com crescimento constante nos últimos anos.
Esse avanço acompanha a própria transformação do consumo digital. As redes sociais se consolidaram como o principal ambiente de descoberta de produtos, tendências e comportamento.
Hoje, a publicidade em redes sociais movimenta mais de US$ 266 bilhões globalmente, consolidando o digital como o maior canal publicitário do mundo.
Ao mesmo tempo, o número de empresas que trabalham diretamente com influenciadores aumentou de forma significativa.
Em 2015 existiam cerca de 190 empresas atuando em marketing de influência. Hoje, esse número já chega a quase 7 mil plataformas, agências e empresas especializadas ao redor do mundo, acompanhando a expansão acelerada do mercado.
O crescimento também aparece no mercado de trabalho. Só em 2023 foram registrados mais de 1,2 milhões de vagas relacionadas ao universo de influenciadores e creators, com aumento de aproximadamente 35% em relação ao ano anterior.
Em outras palavras: a creator economy continua em expansão. Mesmo assim, parte dos criadores começou a olhar para outros caminhos profissionais.
Experiências e influenciadores no mundo corporativo
Nos últimos meses, alguns casos chamaram atenção nas redes sociais brasileiras.
A influenciadora Antonela Braga, influenciadora digital de 17 anos e 3,7 milhões de seguidores no Instagram, foi anunciada como a nova estagiária da Cimed.
O anúncio foi feito pela Vice-Presidente da empresa, Karla Marques, por meio de um vídeo nas redes sociais.
A área em que a jovem irá atuar ainda não foi divulgada oficialmente, mas a novidade já gerou grande repercussão entre fãs e profissionais do setor.
Outro caso é o da criadora Soso Careca, que começou a estagiar na Netflix enquanto mantém sua presença nas redes sociais.
Esses exemplos mostram um comportamento interessante: influenciadores que não abandonam a internet, mas também não querem depender exclusivamente dela.
Para muitos jovens criadores, o estágio ou a faculdade representa uma forma de desenvolver novas habilidades e ampliar possibilidades de carreira.
Outro exemplo que ilustra essa aproximação entre influenciadores e empresas é o do criador Toguro.
Conhecido inicialmente pelo conteúdo voltado ao universo fitness e lifestyle nas redes sociais, ele começou a ocupar posições estratégicas em empresas ligadas ao entretenimento e ao marketing.
O criador passou a se aproximar de grandes empresas e projetos estratégicos, assumindo papéis que vão além da publicidade tradicional.
Um dos movimentos mais comentados foi sua entrada na Cimed, onde atua como head de comunicação, participando diretamente das estratégias de marketing da empresa.
Ao mesmo tempo, seu nome também tem sido associado a iniciativas no esporte e no entretenimento incluindo aproximações com projetos ligados ao universo gamer, como a LOUD, além de investimentos e parcerias em outras frentes de negócio.
Nesse caso, o movimento é um pouco diferente, em vez de abandonar a internet para entrar no mercado de trabalho, o influenciadores entram no mundo corporativo e passam a usar sua audiência, conhecimento de comunidade e capacidade de comunicação para contribuir diretamente com decisões de negócio.
Esse tipo de movimento mostra que a presença de influenciadores dentro das empresas pode ir além de campanhas pontuais.
Em alguns casos, eles começam a participar da construção de marca, posicionamento e estratégias de comunicação.
A nova mentalidade dos criadores
Grande parte dos influenciadores que estão tomando esse tipo de decisão pertence à Geração Z, uma geração que cresceu acompanhando a internet se transformar em profissão.
Ao mesmo tempo em que reconhecem o potencial da creator economy, eles também observam os desafios da carreira digital.
Alguns fatores ajudam a explicar esse movimento:
- Instabilidade da renda
Mesmo criadores com boa audiência podem enfrentar períodos sem campanhas ou com menor volume de publicidades.
A receita depende de fatores que muitas vezes fogem do controle do influenciador: algoritmos, mudanças nas plataformas ou estratégias de marketing das marcas.
Ter experiência profissional em empresas passa a ser visto como uma forma de diversificar caminhos profissionais.
- Busca por especialização
Muitos criadores começaram a produzir conteúdo ainda muito jovens. Com o tempo, surge o interesse por estudar áreas que dialogam com a própria atuação digital, como marketing, publicidade, comunicação, moda ou negócios.
Esse conhecimento também pode fortalecer a própria produção de conteúdo.
- Pressão da exposição constante
Ser influenciador significa lidar diariamente com comentários, métricas de desempenho e a necessidade constante de produzir conteúdo. Para alguns criadores, atuar como influenciadores no mundo corporativo significa ter uma rotina mais estruturada e novas possibilidades de carreira.
O que as empresas ganham com criadores dentro do time?
Se por um lado os influenciadores estão olhando para o mercado corporativo, por outro lado as empresas também começaram a perceber o valor desse perfil profissional.
Criadores de conteúdo possuem habilidades que muitas organizações ainda estão aprendendo a desenvolver.
Eles entendem linguagem de internet, sabem identificar tendências e têm facilidade para construir comunidade, algo cada vez mais relevante em estratégias de marketing.
Não por acaso, 76% dos profissionais de marketing afirmam que pretendem investir em campanhas com influenciadores, reforçando que a colaboração com creators já se tornou parte central das estratégias de comunicação das marcas.
Além disso, campanhas com influenciadores costumam apresentar resultados relevantes em termos de retorno financeiro.
Esse cenário dos influenciadores no mundo corporativo ajuda a explicar por que muitas empresas passaram a contratar profissionais com experiência em criação de conteúdo ou marketing digital.
Apesar das oportunidades, essa aproximação entre creators e empresas também levanta algumas discussões.
Uma delas envolve a expectativa de experiência profissional, nem todo influenciador possui formação técnica ou conhecimento aprofundado em determinadas áreas.
Outro ponto é o equilíbrio entre marca pessoal e marca corporativa. Influenciadores são, essencialmente, marcas individuais e isso pode gerar conflitos quando a comunicação pessoal entra em contato direto com a cultura de uma empresa.
Ainda assim, a tendência é que a creator economy se torne cada vez mais integrada ao mercado de trabalho tradicional.
Em vez de escolher entre internet ou carreira corporativa, muitos profissionais começam a construir uma trajetória híbrida, combinando produção de conteúdo, estudo e atuação dentro de empresas.
Conclusão
O movimento de influenciadores que buscam faculdade ou estágio não indica um enfraquecimento da internet, pelo contrário.
Ele mostra que o mercado de influência está amadurecendo.
Criadores que começaram compartilhando rotina, humor ou lifestyle agora também querem desenvolver habilidades profissionais, participar de projetos maiores e ampliar seu impacto dentro de empresas.
Para o mercado de marketing, isso pode representar uma geração de profissionais que entende profundamente como funcionam as redes sociais não apenas como usuários, mas como criadores.
Com o crescimento acelerado do setor e o aumento do número de criadores, encontrar os influenciadores certos para uma campanha se tornou um desafio estratégico.
Hoje existem milhares de criadores produzindo conteúdo diariamente, em diferentes nichos e plataformas. Escolher quem realmente tem afinidade com a marca e com o público exige análise de dados, experiência e ferramentas adequadas.
É nesse cenário que plataformas especializadas ganham relevância.
A Influency.me é hoje uma das principais empresas brasileiras focadas em marketing de influência, com uma base de mais de 10 milhões de influenciadores cadastrados.
A plataforma conecta marcas a criadores de diferentes nichos, facilitando a busca por perfis alinhados com os objetivos de cada campanha.
Se a sua empresa quer encontrar os influenciadores certos para campanhas estratégicas, vale conhecer melhor as soluções da Influency.me e entender como o marketing de influência pode gerar resultados reais para o seu negócio.
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