Como a creator economy está transformando a Copa do Mundo em um território de conteúdo, conversa e oportunidade para marcas.

A cada quatro anos a Copa do Mundo reorganiza a atenção global, é um dos poucos momentos em que culturas, gerações e rotinas diferentes se alinham em torno de um mesmo tema.
E no Brasil, isso ganha uma camada extra de intensidade, não é só futebol, se torna ritual, conversa e identidade coletiva.
Mas se o sentimento continua o mesmo, a forma de viver a Copa mudou e muito!
Os dados mais recentes já deixam claro o cenário: o engajamento digital na última Copa do Mundo cresceu 621% em relação a 2018, impulsionado principalmente por lives e conteúdos espontâneos. (levantamento da LOI Global)
Ao mesmo tempo, 74% dos fãs acompanham os jogos enquanto usam redes sociais.
Creator economy será o novo campo de jogo
Os novos perfis de audiência da Copa
Estruturar um funil com creators
Isso muda completamente a lógica de consumo!
A Copa do Mundo deixa de ser um evento linear e passa a ser uma experiência distribuída:
- o jogo acontece na TV ou no streaming
- a conversa acontece no celular
- o significado acontece nas redes
É o fenômeno da second screen, onde a atenção não está mais concentrada, mas dividida e muitas vezes, direcionada muito mais pelos creators do que pela transmissão oficial.
Como resumido em um dos materiais da YOUPIX, (A transmissão virou conversa).
Creator economy será o novo campo de jogo
A ascensão da creator economy redefine quem constrói narrativa durante a Copa.
O case da CazéTV é emblemático: bilhões de visualizações e um modelo que transforma transmissão em entretenimento, com linguagem próxima, espontânea e orientada à comunidade.
Outro exemplo relevante foi a estratégia da CBF, que levou creators para o Catar e gerou milhões de novos inscritos, um sinal claro de que o alcance institucional cresce quando mediado por vozes humanas.

Esse movimento se intensifica em 2026.
Segundo a Máquina do Esporte, o planejamento da Globo com a Play9 envolve mais de 2.000 influenciadores no período da copa, divididos estrategicamente entre:
- Topo de funil: grandes nomes para alcance massivo
- Fundo de funil: micro e nano creators para engajamento e conversão
Na prática, isso representa a consolidação de um modelo já conhecido no marketing de influência: escala com relevância contextual.
Existe uma mudança estrutural que está acontecendo, na publicidade tradicional, você paga para interromper mas na influência, você paga para participar.
Durante a Copa do Mundo, essa diferença vai se amplificar
O público não está esperando anúncios batidos, está vivendo o evento em tempo real, reagindo, comentando, criando memes, compartilhando emoções.
Isso cria um novo tipo de oportunidade para as marca que não é sobre aparecer e sim fazer parte da conversa de uma forma natural.
E os números comprovam isso: campanhas com creators aumentam a intenção de compra em até 9 pontos.
Os novos perfis de audiência da Copa
Outro ponto estratégico está na segmentação de conteúdo.
De acordo com a LOI Global, existem quatro arquétipos principais de torcedores que devem orientar as estratégias:
- Ultra fanático: que vive o jogo intensamente, consome análises e conteúdo técnico
- Nostálgico: valoriza tradição, memória e símbolos da Seleção Brasileira
- Oportunista/eclético: engaja com hype, memes e tendências
- Agregador: enxerga a Copa como um evento social
Essa leitura é essencial porque reforça um ponto: não existe uma única persona da Copa do Mundo, existem várias conversas acontecendo simultaneamente.
E cada creator ocupa um papel diferente dentro dessas narrativas.
Por isso concentrar a estratégia em um único perfil, tende a limitar o alcance real das campanhas.
A Copa ativa diferentes camadas de interesse, do conteúdo leve e viral ao olhar nostálgico, das análises mais profundas aos rituais sociais como assistir aos jogos em família.
Para capturar essa complexidade, é necessário trabalhar com creators diversos, que representem esses diferentes comportamentos e contextos.
É com essa combinação que a marca consegue ampliar relevância e se conectar de forma mais completa com a audiência.
Como as marcas devem atuar na Copa de 2026
Pensar além dos 90 minutos
A Copa já não se limita ao tempo de jogo e talvez esse seja o primeiro erro estratégico das marcas.
O que movimenta audiência hoje é tudo o que acontece antes e depois da partida, a convocação vira debate, a expectativa vira conteúdo, a rotina do torcedor vira história.
Durante os jogos, cada lance trás interpretações, reações e conversas que prolongam aquele momento.
Para as marcas, isso significa sair da lógica de campanha pontual e entender a Copa do Mundo como uma construção contínua de presença, acompanhando o ritmo da audiência.
Estruturar um funil com creators
Grandes nomes ajudam a colocar a campanha em circulação, mas são os micro e nano creators que sustentam a profundidade da conversa, conectando a marca com diferentes comunidades e contextos de consumo.
Quando essa estrutura é bem desenhada, o conteúdo deixa de ser genérico e passa a refletir várias formas de viver a Copa do torcedor que acompanha tudo em tempo real até aquele que se conecta mais com o momento social, com a família ou com o entretenimento ao redor do jogo.
Apostar em conteúdo nativo
Durante a Copa do Mundo, o público não muda o comportamento para consumir publicidade ele aprofunda o comportamento que já tem.
Isso significa que conteúdos que nascem com linguagem de rede performam muito mais do que briefings adaptados.
A conversa mistura futebol com cultura, humor, estética, rotina e identidade, é nesse cruzamento que surgem os conteúdos que realmente viralizam.
Quando a marca entra nesse fluxo com creators que já dominam essa linguagem, ela deixa de interromper e passa a fazer parte do que já está acontecendo.
Operar em lógica omnichannel
A experiência da Copa do Mundo acontece de forma fragmentada, e isso exige uma presença igualmente distribuída.
O jogo pode estar em uma tela, mas a atenção está em várias. A conversa acontece em tempo real, atravessa plataformas e muitas vezes ganha mais força fora da transmissão oficial.
Nesse cenário, creators funcionam como pontos de conexão, levando a narrativa da marca para diferentes ambientes e momentos do dia a dia.
É justamente aí que surge uma das maiores oportunidades: criar experiências externas que se conectam diretamente com o jogo que está acontecendo dentro de campo.
Marcas como Guaraná Antarctica, McDonald’s e iFood já começaram a explorar esse território ao transformar o momento do jogo em gatilho para ativações em tempo real, seja com campanhas que reagem a lances, ofertas ou experiências que ampliam a forma de assistir à partida. (Meio e Mensagem)
Não se trata mais apenas de comunicar durante a Copa, mas de criar pontos de contato que façam a marca participar ativamente daquele momento, integrando consumo, entretenimento e conversa em uma mesma experiência.
Conclusão
Talvez o principal alerta seja este, patrocinar não garante relevância e transmitir não garante atenção.
A disputa não está mais no acesso ao evento, mas na capacidade de traduzir o que ele significa para diferentes tipos de comunidades e pessoas.
Quem tentar só replicar “fórmulas antigas” tende a ser ignorado ou esquecido.
A Copa do Mundo de 2026 será menos sobre quem levanta a taça e mais sobre quem consegue construir significado ao redor dela.
É um momento raro em que:
- a atenção coletiva está concentrada
- a produção de conteúdo está descentralizada
- e a influência está nas mãos dos creators
Para as marcas, isso representa uma oportunidade direta de escala, conexão e conversão, desde que a estratégia esteja alinhada com a dinâmica da creator economy.
Se a ideia é transformar esse momento em resultado real, não basta apenas ativar influenciadores, é preciso estruturar, mensurar e escalar.
Se quiser construir campanhas relevantes durante a Copa e operar com inteligência em toda essa jornada, conte com a Influency.me para planejar, executar e potencializar suas ativações com creators em todas as etapas.
